Dicas para abrir um restaurante II
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Continuando…
Agora é a parte gostosa, o desenvolvimento do cardápio, treinamento dos funcionários da cozinha, degustações, criação de receituário, fichas técnicas, custos, sistema de informática e treinamento de salão.
Posso dizer que até mais importante do que a escolha do cardápio é a fixação do preço, costumo dizer que “achismo” é uma ciência que eu não domino, trabalho com números e não com coisas que eu acho. Se o preço calculado foi alto o erro ficou nas escolhas anteriores, portanto, perceba como é importante fazer um trabalho pensado. Não é porque o seu vizinho cobra um X que você pode cobrar também, um que você não conhece a realidade dele, dois que ele pode ter ido no embalo de uma outra casa, que também pode ter cometido o mesmo erro. Olha o lucro virando prejuízo e o restaurante nascendo com data marcada para fechar, muito cuidado nessa hora, isso pode ser revertido facilmente.
Está quase nascendo, calma. Concordo que é muita coisa para um leigo, muita coisa que talvez além de não ter pensado antes, talvez nem soubesse que existisse ou fosse necessário. Seguindo, como as pessoas saberão que em breve haverá um restaurante ali? Isso é uma estratégia de marketing, e tem que ser muito bem feita, ou não adianta nada ter a melhor comida da região se as pessoas não souberem disso.
Inauguramos, estamos felizes e esperançosos, por mais uns 3 meses ainda considero o momento da abertura de uma casa nova, validação do cardápio, histórico de consumo, adequação de novos itens do cardápio, controle de estoque, compras, saídas, perdas…
Se eu pudesse dar uma única dica seria: procure um profissional.
Franquia é uma palavra comum hoje em dia, mas no começo as pessoas torciam o nariz imaginando ter que pagar pela criação do seu negócio próprio, a fórmula deu tão certo que isso nem é mais encarado com um problema, o mesmo vale para a consultoria gastronômica, somos o suporte técnico, assim como uma franquia, a única diferença é que todo o dinheiro no final do mês vai para o seu bolso.
Bem mais interessante não é?
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Dicas para abrir um restaurante I
Lá se vão 11 anos desde o primeiro restaurante, de lá pra cá já somo 37, nem todos foram inaugurados por mim, vários já funcionavam, mas não bem o suficiente para deixar os seus proprietários satisfeitos, ai entra o trabalho do consultor gastronômico.
Esses dias recebi alguns e-mails pedindo dicas para abrir um restaurante, um bar e até uma rotisserie, resolvi então fazer um post imaginando que com isso poderei ajudar outras pessoas também.
A primeira coisa é escolher o estilo do restaurante, muitas pessoas imaginam que o mais importante é o ponto comercial, mas imagine o seguinte: tenho um ponto maravilhoso na periferia da cidade, e quero fazer um restaurante com a mais alta gastronomia francesa, será que terá futuro? Provavelmente não.
Uma vez escolhido o estilo do restaurante vá procurar o ponto, veja quem está em volta, ou mesmo quem está por perto, quem são os seus concorrentes e se o seu público alvo teria acesso fácil ao restaurante (lembre do exemplo ai de cima).
Até agora foi fácil, agora começa a burocracia e a parte mais desgastante: abertura da empresa, validação do projeto junto aos arquitetos, reformas, escolha de um nome fantasia, escolha do layout do restaurante, escolha da linha do cardápio, seleção e contratação do pessoal, compra dos equipamentos da cozinha e montagem do salão.
Essa é uma fase que se não for bem feita pode comprometer todo funcionamento da casa. Alguns clientes me contrataram nesse ponto e para suas surpresas tudo o que me pagaram saiu de graça, como assim? Mandei devolver equipamentos que não precisariam ter sido comprados, mais caros do que o meu pagamento, fiz isso com montagem de salão e mesmo na contratação da mão de obra, ou seja o investimento em consultoria acabou sendo um bônus em relação ao preço total do trabalho.
Amanhã tem mais,
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O Farol de Sardenha

Inspirada em tabernas da região de Sardenha na Itália e criada para ter quatro ambientes diferentes, o Farol de Sardenha é uma pizzaria ou um pizzabar que vem se destacando na região do Jardim da Saúde.
O maior destaque é sem dúvida a pizza, feita com massa fina e bem recheada, e com boas opções de recheio, sempre entram novidades no cardápio, e a curiosidade fica pelo fato de darem nomes de ilhas tradicionais para as pizzas. É uma dessa ilhas que eu vou destacar, a Ilha da Madeira é feita com mussarela e funghi preparado ao molho. Pergunte pelas pizzas doces, se gostar é claro.
Em relação aos petiscos, cada vez que alguém pede uma picanha feita na chapa e o garçom passa pelo salão com o pedido todos salivam, e vale como uma sugestão. Existem ainda as saladas e outras porções.
O atendimento pode ser considerado muito bom, os garçons são atenciosos e não deixam que você mesmo precise se servir, eles estão á disposição pra isso.
E dependendo do seu consumo você ganha um bônus para a sua próxima ida ao Farol, esse bônus pode ser ½ jarra de vinho da casa, ou uma pizza individual ou uma pizza grande tradicional.
Indico o Farol para grupos pois o salão arejado comporta um bom número de pessoas.
Farol de Sardenha
Av. Prof. Abrãao de Moraes, 225
Jardim da Saúde – São Paulo, SP
(11) 5071-2337

Vanessa Cardinal é analista de marketing, Magali assumida e assina semanalmente a coluna de restaurantes do blog.
Ao som do Rock and Roll

O que falar de um lugar que tem uma múmia pendurada no teto junto ao lustre? E se eu dissesse que decorando as paredes pode-se ver pratos, luvas de boxe, sapatos de palhaço ou relógios parados? Esse é o Bar e Cantina do Magrão.
No coração do Ipiranga em uma esquina que seria só mais uma não fosse nossa cantina em questão. De um lado da casa uma cantina pra menos de 20 pessoas, do outro um bar movimentado onde pode-se ouvir o bom e velho Rock and Roll e tomar cervejas sempre bem geladas.
Mas voltando à cantina, lembra muito a idéia de um bistrô, para poucas pessoas mesmo, com cardápio típico italiano sempre iniciamos a refeição com uma porção de polpettas, das massas a minha preferida é o Raviolli di Nonno massa verde de espinafre com recheio de vitelo, merece, também, ser citada a perna de cabrito assada, mas se nada mudou precisa ligar antes e confirmar a preparação do prato para o dia.
São mais de 50 tipo de cerveja, de vários cantos do mundo, como diz o próprio Magrão: “lá cerveja é coisa séria”.
Bar do Magrão
Rua Agostinho Gomes, 2988
Ipiranga – São Paulo, SP
Telefone: (11) 2061-6649

Vanessa Cardinal é analista de marketing, Magali assumida e assina semanalmente a coluna de restaurantes do blog.




