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Festa de São João no Porto, Portugal

festa de são joão no porto, portugalPode-se dizer que a Festa de São João é uma das mais tradicionais e alegres realizadas anualmente na divisa entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, em Portugal. Ela ocorre, mais precisamente, na Ribeira do rio Douro – da Foz a Ponte D. Luís I.
Os amantes de vinhos,sejam eles tintos, brancos ou do Porto com certeza já devem ter ouvido falar deste rio, pois nesta região encontramos dezenas de famosas Adegas.
A festa inicia-se na noite do dia 23 de junho e toda família, desde o avô até o bisneto, vão às ruas, mas semanas antes os portuguesesfesta de são joão no porto, portugal, vista noturna já começam a enfeitar as cidades, colocando nas sacadas e nos comércios fitas, faixas e papéis coloridos. Não posso deixar de citar o maior símbolo desta desta: o martelo de plástico (igual ao do chapolim). É que durante a festa, como forma de brincadeira, as pessoas dão marteladas nas cabeças umas das outras, o que é muito divertido, porém no final da festa vocês devem imaginar como a gente fica…
Bom, como toda boa festa tem que ter boa comida, vou relatar o que sardinharealmente interessa. Os pratos típicos e que são encontrados a cada 3 passos, nas calçadas ou em grandes restaurantes são: a sardinha assada na brasa e o caldo verde.
A sardinha na brasa é a preferida do grande público e é servida com pimentão verde, amarelo e vermelho em fatias finas e broa de milho salgada. Ela é maior do que a que a gente está acostumado encontrar aí no Brasil e são feitas em churrasqueiras algumas vezes junto com bifes de porco. Esses últimos são servidos dentro de um pão. Em Portugal esse lanche é conhecido por bifana. Mesmo depois de você chegar em casa sentirá o forte cheiro, pois estará impregnado em você.
O caldo verde, para quem não conhece, é feito com batatas, couve galega cortada bem fininha, rodelinhas de chouriço sardinha brasa bifanae um fio de azeite. É servido em uma tigela com uma fatia de broa de milho salgada.
Quando o relógio aponta 00:00 h é oficialmente dia de São João e, naturalmente todos já jantaram, ocorre uma linda queima de fogos de artifício e um show de iluminação bem em cima do rio, com trilha sonora sincronizada. É realmente um espetáculo de aproximadamente 40 minutos!
Depois disso tudo, ainda têm alguns shows ao vivo, animação e mais sardinhas até o amanhecer para os mais empolgados e esfomeados.

fernanda

Fernanda Magalhães é fonoaudióloga, capricorniana, teve a paixão pela gastronomia despertada pela sua avó Olga, é louca por pizza de rúcula com tomate seco feita pelo Fernando, seu marido.
fe_f_s@yahoo.com.br

 

Veja também:
Porto – Portugal

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COMER PARA VIVER OU VIVER PARA COMER?

Desde que descobri os sete pecados capitais perdi a esperança de ir para o céu. Pelo menos depois de morta. O pecado da gula, em compensação, tem levado ao paraíso pelo menos três gerações da minha família. E dos dois lados: paterna e materna. De minha parte só posso afirmar que vou impreterivelmente ao inferno, e o que me consola é que não vou estar sozinha nessa. E mais- quando eu chegar lá, a mesa provavelmente já estará posta!
Deste “famigerado” pecado fizemos sempre a razão para encontros, a desculpa perfeita para meter a cara entre as panelas sobre o fogão a lenha e soltar a pergunta infalível: “Já dá pra comer? Sai um tira-gostinho aí? Se sair eu tomo uma cachacinha…” E bota lenha nesse fogão que a fome é muita e a vontade aperta!
Entre cervejinhas, cachacinhas, torresminhos e outros diminutivos não menos gulosos surgia um aumentativo pra lá de carinhoso: o risotão do papai. Do papai não, da vovó! Ou melhor, da bisa! Na verdade cada geração foi se encarregando de mudar o nome do “réu”, mas o risoto (já me disseram até que se chamava risoto romano, e foi da tia Cencinha, da vovó, da mamãe…) continuou atravessando os tempos e fazendo com que muitas línguas se estalassem em gozo.
Há pouco mais de um ano perdi meu pai. Pensei até que o risoto ficaria de fora do meu cardápio por muitíssimo tempo, ou que adquiriria para sempre um gosto de dor. Com o tempo o coração acalma e o paladar se reencontra.  Sinto que provavelmente o prato vai adquirir um nome diferente. De outro dono ou dona. De quem mantiver a tradição. Mas, pra mim, ainda tem muito gosto de saudade.

Júnia Brina Marques, mineira, mãe e mulher. Formada em Letras pela UFMG  e especializada em aulas de português para estrangeiros e traduções (espanhol-português). Há dez anos morando na Argentina, divide as seu tempo entre o trabalho e a cozinha, onde reúne família e amigos num eterno festival gastronômico. E é daquelas que ainda acredita que a sedução começa quando se prova o primeiro bocado… Para traduções consulte: juniabrina@hotmail.com

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A cozinha japonesa de Nova York

empire-stateAno passado passei 4 meses em Nova York, e pude conhecer uma série de restaurantes típicos de vários lugares do mundo. Já fui para lá com o gosto da cozinha japonesa, não era nenhuma novidade.
Mas, nas andanças pelas ruas estreitas dos East Village, mas precisamente na St. Marks Place, entre punks, hippies, neo-hippies e andarilhos me deparei com o restaurante Ken-Ka Sushi, um restaurante típico japonês para umas 80 pessoas.
A decoração era típica, porém inusitada, com um pé direito muito baixo, de pouco mais de 2 metros, as paredes eram repletas de dizeres japoneses e o som ambiente saia de megafones, como aqueles que vemos nos desenhos animados nas mãos da polícia, ruim, ruim de verdade, inacreditavelmente as músicas japonesas ficavam bem reproduzidas.
Bebia sempre para refrescar, depois de um dia de estudos o Mango Calpico, feito com calpico, que é uma base de bebida que não se acha por aqui, acompanhada com sakê e suco de manga. Os meus sashimis prediletos: top 1 – toro tuna, feito com o atum gordo, derrete na boca; top 2 yellowtail, não sei como se chama esse peixe no Brasil e top 3 o mekerel.
Outro fato inusitado e pitoresco era a sobremesa, todos os clientes recebiam um pote com uma espécie de açúcar cristal para fazer algodão doce, o próprio cliente ligava a máquina, colocava o palito e dava a forma ao agodão doce.
O destaque maior fica para o cardápio das promoções, os kombos eram apresentados sobre uma foto de uma gueixa amarrada e amordaçada simbolizando que era como bater num bêbado, fácil fácil de comprar.

Para ver o vídeo do restaurante clique aqui

leo-accorsi

 

Léo Accorsi é DJ, cafeicultor, hoteleiro, bebedor de gim tônica, mas acha que passar dos limimites com gim tônica pode ser perigoso.

leoaccorsi@hotmail.com

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O sabor do Egito

melokhiaHoje em dia em São Paulo é possível encontrar restaurantes de quase todos os cantos do mundo, comida italiana, espanhola e francesa são comuns, vietnamita, coreana e neozelandesa nem tanto, mas são possíveis de serem encontradas, o mesmo não acontece com a culinária típica do Egito, o que é uma pena.
No Cairo comíamos um cozido com uma folha que lá é chamada de melokhia (ou melokheia) e que eu tenho plantada no meu sítio, servido com carnes variadas como coelho, pato, carne de boi ou frango, que são preparados separados, no fundo do prato arroz e por cima das carnes o caldo do cozido.
Melokhia quer dizer literalmente “rainha das verduras” e é um arbusto que parece um ramo de rosa, que ao invés da rosa na ponta, encontramos as suas sementes, a época de plantio é de novembro a abril e é uma planta que não precisa de muitos cuidados para ser cultivada.
Conseguimos comprar a folha em algumas feiras livres, no mercadão, ou ainda em sacolões ou varejões e para chegarmos no resultado maravilhoso da preparação é preciso muito trabalho.
É preciso retirar as folhas dos galhos, lavá-las bem e deixar secar completamente espalhadas em uma mesa ou bancada sobre uma toalha. Depois de seca, com uma faca meia-lua ou mezzaluna, as folhas são trituradas manualmente, se for feito no processador a melokhia ficará com muita baba.
Depois das carnes cozidas em um caldo temperado com alho, manteiga e sementes de coentro, elas são retiradas e em seu caldo é colocada a folha picada, mexido bem e mais uma vez retomada a fervura o cozido está pronto.
Ai é só escolher as carnes, e curtir o cozido típico do Egito, espero que tenham a oportunidade de apreciar o sabor da minha infância, vale a pena.

angelo

 

Angelo Tonelli é administrador de empresas, glutão assumido e contará no blog suas experiências gastronômicas.

angelotonelli@yahoo.com.br

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Romaria de São Sebastião em Ibiúna

romaria-sao-sebastiaoEssa história começou há muito tempo e por um motivo pouco comum, um cavaleiro fez uma promessa para São Sebastião, se ninguém do município de Ibiúna (SP) fosse contaminado pela gripe espanhola, ele levaria para a cidade uma imagem de Santo que percorreria cerca de 28 km da igreja do Santo até a igreja matriz.
Com a graça alcançada, a promessa foi cumprida, e com o passar dos anos mais e mais devotos do Santo percorrem o mesmo caminho. Há pelo menos 86 anos, o meu bisavô “Tonico da Bomba” criou a Cavalaria de Honra para escoltar a imagem do Santo nesse percurso.
Com o passar dos anos, a romaria passou a receber muitas pessoas vindas de outras localidades que acompanham o Santo à pé, de cavalo ou com qualquer meio de transporte, isso vale para muitas bicicletas.
Essa tradição é repleta de detalhes gastronômicos, típicos do interior de São Paulo, às 7:00 h da manhã da última sexta-feira de maio, a romaria parte da praça matriz com a benção do padre após todos terem feito o seu desjejum com café com leite e pão com manteiga.
Perto do meio dia, chega-se à fazenda Santa Maria, na metade do caminho, onde degustamos a paçoca de carne seca da Dona Terezinha. A chegada à igreja de São Sebastião junto com o entardecer, o Walter nos espera com o melhor churrasco de carneiro que eu já comi. Essa refeição é também um momento de confraternização entre os romeiros, cada grupo apresenta para os demais algo que trouxe preparado; já cheguei a comer canjica, leite com farinha de milho, vaca atolada, arroz de carreteiro, churrascos variados e paçoca de amendoim.
Dormimos ou tentamos, em barracas de lona, barraca de folhas de bananeira, na caçamba dos caminhões ou onde encontrarem disponível. O clima frio e úmido dificultam e cansam bastante.
Às 7:00 h da manhã do dia seguinte, assistimos à missa e voltamos com o Santo para a cidade, a parada do almoço é mais uma vez na Fazenda Santa Maria, onde comemos virado de frango preparado pela minha mãe Rita e o arroz tranqueira preparado pela minha noiva Carol.
Os que não participaram do romaria esperam-nos com barraquinhas montadas para a venda de todo o tipo de quitute típico das festas juninas, mesmo um pouco antes da data.
Quem não conhece vale a pena conhecer, tanto a romaria como a festa da chegada do Santo.

mateus

 

Mateus Marcicano de Góes é quase gordo comedor e produtor de pasteis e proprietário da pastelaria Seo Rock em Ibiúna.

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As férias no sítio

folha-de-uvaEstive de férias no sítio, é um lugar que eu considero um verdadeiro paraíso, lá eu tenho de tudo que vocês possam imaginar plantado da melhor maneira possível sem a utilização de nenhum tipo de agrotóxico.
Sempre que tenho a oportunidade de lá estar, eu elaboro pratos utilizando verduras e legumes, que são colhidos momentos antes de começar e que são diferentes até pelo aroma que é o meu passatempo predileto, aliás não só cozinhar, mas também o grande prazer em comer e saborear.
Desta vez resolvi fazer charutinho com folha de uva, cedo em uma manhã fui a parreira colher aproximadamente umas oitentas folhas, selecionando muito bem, as menores são as mais tenras, ideal para essa utilização.
Enquanto as folhas ferviam em água com sal e limão, preparei o recheio com carne moída, arroz, uma colher de manteiga e os temperinhos tradicionais, principalmente a pimenta síria. Recheei cada uma das folhas e coloque em uma panela grande, onde já havia um refogado de cebolas, cubri com água fervente, temperei com sal, pimenta e suco de limão e deixei ferver até que o arroz e a carne estivessem cozidos.
Um gosto de infância pra mim, espero que vocês apreciem também.
Combinei com o Ronaldo e ele vai postar a receita toda, com medidas e modo de preparo.
Até a próxima.

angelo

 

Angelo Tonelli é administrador de empresas, glutão assumido e contará no blog suas experiências gastronômicas.

angelotonelli@yahoo.com.br

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Slow food

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O Slow Food é uma associação internacional sem fins lucrativos fundada em 1989 como resposta aos efeitos padronizantes do fast food; ao ritmo frenético da vida atual; ao desaparecimento das tradições culinárias regionais; ao decrescente interesse das pessoas na sua alimentação, na procedência e sabor dos alimentos e em como nossa escolha alimentar pode afetar o mundo. O Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, conjugando o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade, reconhecendo as fortes conexões entre o prato e o planeta. Saiba mais no site: http://www.slowfoodbrasil.com

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Entre as pirâmides do Egito

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Nasci em 1946 no Cairo, Egito. Quando estava com 9 para 10 anos meu pai, um italiano de Roma, optou por vir ao Brasil, isso em 1956, ocasião em que se iniciou a guerra no Cairo. Sou italiano de nacionalidade e árabe de naturalidade, a festa estava armada, as duas melhores cozinhas do mundo reunidas na mesma mesa.
O “nonno” , como meu pai era chamado pelas minhas filhas, como um bom italiano adorava a gastronomia e cozinhava maravilhosamente bem, foi esse o impulso para que eu iniciasse minha caminhada na cozinha desde cedo. Pude aprender a elaborar pratos de diversas regiões do mundo, entre elas a árabe. Conheci a arte de preparar um bom quibe ou o verdadeiro kebab, ambos quando preparados com carne de carneiro (suas receitas originais) são imbatíveis,
Viemos ao Brasil em dois navios, primeiro em um grego chamado Achilleos, onde passei praticamente os seis dias da viagem dentro da cozinha do navio. De todos os pratos tradicionais gregos que aprendi o que mais me marcou foi a moussaka.
Seguimos viagem em um navio italiano chamado Giulio Cesare, essa parte da viagem durou 12 dias, mais uma vez a cozinha era meu lugar favorito, minha grande diversão, pois, além de aprender a cozinhar podia comer muito bem. Nessa passagem aprendi alguns segredos dos bons temperos da cozinha italiana, que combinados resultam em molhos fantásticos.

angelo

 

Angelo Tonelli é administrador de empresas, glutão assumido e contará no blog suas experiências gastronômicas.

angelotonelli@yahoo.com.br

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No sol da Paraíba

praia_verdeFalar de comida nordestina, hummm é muito fácil, vem logo inúmeras lembranças em meu pensamento. Aqui em São Paulo, até podemos tentar copiar o sabor, mas em vão.
Em uma das minhas férias fui para a Paraíba, e lá pude experimentar a verdadeiro escondidinho de carne seca desfiada é claro, refogado com manteiga de garrafa, daquelas que só encontramos naqueles lados.
Não contente ainda fui provar uma sobremesa dos deuses, uma cocada quente e mole servida uma cuia de coco com sorvete de creme, uma combinação de sabores indescritíveis.
Essa combinação passou a fazer parte do nosso “chá da tarde”, no final das contas as férias acabaram, voltei para São Paulo alguns quilinhos mais gordinha…
Por que será????

 

fabiana

 

Fabiana Szabo é professora, louca e distraída, adora comer coisas gostosas, principalmente quando está viajando.

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Seja bem vindo ao Blog do Rossi

chef ronaldo rossi

Ronaldo
Rossi
é 
chef de
cozinha,
professor e consul-
tor na área de gastrono-
mia, escritor e pesquisador
sobre o tema e coordena-
dor do Portal do Rossi.

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