Torta capixaba

Há poucos dias estive no ES, mais precisamente em Vitória, para palestrar no ExpoBeer ES, apresentar eventos e difundir a cultura cervejeira no estado.
Desde que cheguei o meu amigo local, Maninho, disse que eu precisaria comer a Torta Capixaba.
A moqueca todos disseram, mesmo antes de eu chegar no estado, de fato muito boa, mas o tema de hoje é a torta, que está intimamente ligada à moqueca.
É um prato tradicional da Semana Santa, é até chamada de Torta da Semana Santa, como os capixabas me disseram, um prato para comer com toda a família, misturam-se várias moquecas diferentes, cada uma preparada no seu tempo, com palmito picado, claras em neve e tudo isso vai ao forno recebendo para decoração algumas rodelas de cebolas e azeitonas.

torta capixabaFrutos do mar:

250 g de siri desfiado
250 g de caranguejo desfiado
750 g de camarão, limpo e escaldado
250 g de sururu pré-cozido
500 g de badejo cozido e desfiado

Para as moquecas:

4 tomates picados
4 cebolas picadas
10 dentes de alho picados
2 maços de coentro picados
2 maços de cebolinha picados
1/2 xícara de azeite

Demais ingredientes:

500 g de palmito picado
sal
molho de pimenta
8 claras em neve
8 gemas
rodelas de cebola e azeitonas para decoração

Modo de preparo:

Divida os ingredientes das moquecas para 5 porções, em cada panela coloque o azeite e frite o alho, antes de dourar coloque a cebola, deixe fritar por uns 3 min, coloque o tomate e o fruto do mar escolhido, acerte o sal e a pimenta e deixe no fogo até que quase não sobre água, coloque o coentro e a salsinha e reserve. Repita o mesmo processo para todos os frutos do mar. Bata as claras em neve com uma pitada de sal e misture metade com as moquecas bem sequinhas, o palmito e quatro gemas, coloque em uma panela de barro untada com bastate azeite. Misture as claras com as outras quatro gemas e cubra as base da torta, decore com as cebolas e leve ao forno médio (180° C) pré-aquecido até que esteja dourada, salpique as azeitonas e sirva.

Chef Ronaldo RossiDICA DO CHEF1: ESSE PRATO PODE SER FEITO COM MENOR VARIEDADE DE FRUTOS DO MAR, MESMO FICANDO MENOS RICO NÃO DEIXARIA DE SER UM PRATO EXCELENTE.
DICA DO CHEF2: HÁ AINDA UMA OUTRA OPÇÃO DE ENRIQUECER AINDA MAIS A PREPARAÇÃO, O BACALHAU, DEPOIS DE DESSALGAR E COZINHAR O PEIXE, DESFIE E EMPREGUE JUNTO AO PALMITO.

 

0000 cervejaSugestões de harmonziação com cervejas para a Torta capixaba:
Não tem muito o que se inventar aqui, indicação simples de uma Kristal Weizen ou Kölsch, estilos alemães, leves, que combinam muito bem com pratos de paladar suave e não muito persistente.

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8° Encontro Nacional das ACERVAS

Imagine um evento onde se junta boa cerveja, festas e amigos, alguma chance de não ser algo memorável?

Nenhuma

Aconteceu no ultimo feriado de Corpus Christi em Curitiba o 8° Encontro Nacional das ACERVAS.

Fui novamente jurado e palestrante.

Cervejas para o primeiro dia do concurso:

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À respeito do Juri, estive acompanhado dos amigos Paulo Patrus, Marco Falcone e o amigo recém conhecido Tom Schmidlin diretor da American Homebrew Association. Julgamos o estilo livre, muita cerveja bacana, muito ingrediente inusitado, algumas ideias que não funcionaram tão bem, mas de uma forma geral muito melhores do que no ano passado.

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As cervejas estavam tão melhores que a campeã do concurso saiu da nossa mesa.

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Escolhi como tema da palestra: “Harmonizando o Brasil”.

Falei um pouco de ingredientes, bastante dos pratos clássicos e sugeri um debate com os participantes qual seriam as melhores opções de cada prato antes de apresentar as minhas indicações pessoais.

Depois de passear pelos bares cervejeiros, tivemos na sexta um jantar temático, foi servido porco no rolete e cordeiro no buraco. O hotel deve realizar regularmente esse evento, os buracos são “profissionais”, hehe.

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A festa de premiação foi na Way Beer, excelente espaço, palco para show, para comidinhas variadas, sorvetes de cerveja e claro as cervejas.

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No centro do galpão o espaço montado para os cervejeiros caseiros, afinal a festa era deles.

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Para à ACERVA PR, mais uma vez parabéns pela organização e obrigado pelo convite e o ano que vem tem mais, ACERVA Baiana que nos aguarde.

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2ª Costelada da Cervejoteca

Loucura pouca é sem graça né?

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Dessa vez foi muita até mesmo para mim, foram 300 kgs de costeletas de porco cozidas em uma mistura de 4 tipos de cervejas, finalizadas na grelha e recebiam um dos três molhos na hora de serem servidas.

Os molhos foram:

Beerbecue

Cebolas carameladas com o caldo do cozimento das costelas e

Maracujá feito com weizenbock

O bagunça sem precedentes durou quase 10 horas seguidas

Os amigos do dia a dia não podem faltar no dia de festa.

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Teremos outra loucura antes da nossa festa de 2 anos, alguma sugestão de tema?

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Sétimo paladar cozinha do Brasil

 

 

Ontem 05/05 tive a oportunidade de palestrar em um dos maiores encontros gastronômicos realizados no Brasil: o Paladar Cozinha do Brasil.

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Foi a sétima edição e entre uma lista impecável de aulas, palestras e degustações havia uma sobre cervejas brasileiras.

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Falei sobre as origens cervejeiras; números do mercado; comparei com o mundo do vinho, com a escola americana de cervejaria, os principais estados produtores, apresentei algumas cervejarias.

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Degustamos a Coruja Labareda, escolha minha por ser uma cerveja gastronômica, que começou a ser produzida como uma edição sazonal “fora de série” como chamada pela Coruja.

A segunda degust foi a Velhas virgens IPA.

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O baixista da banda e amigo Tuca Paiva veio nos contar um pouco da história da cerveja, que começou como cerveja de panela e que após um acordo com a Invicta de Ribeirão Preto pode ser encontrada facilmente para o consumo.

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A terceira e ultima degust foi a 3 lobos Bravo, uma imperial porter, que recebe notas amadeiradas provenientes da amburana, para falar da Backer recebemos o amigo Leandro Gonçalves, gerente da Award distribuidora, que nos contou parte da história da maior microcervejaria do Brasil.

Fora o prazer imenso de poder falar sobre cerveja, é muito bom saber que a cerveja está recebendo cada vez mais atenção, como se estivesse chegando em um lugar que é seu por direito, com destaque na gastronomia assim como o vinho e as outras bebidas.

Valeu demais Paladar

 

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Uma noite de bolotas

são comuns os nossos eventos diurnos na Cervejoteca, mas dessa vez eu decidi fazer um evento noturno, apresentei o primeiro item do que será o nosso cardápio noturno, assim que for possível.

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as bolotas de carne (meatballs, almôndegas, porpetas…) servidas com três molhos:

uma espécie de chutney de manga, preparado com Imperial IPA e curry (direita na foto);

molho com 4 pimentas feita com Munich helles e Munich dunkel (à esquerda na foto)

e molho de lúpulo e alho crocante feito com porter e german pilsner (no primeiro plano)

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O desafio permanece, cozinhar com lúpulo é realmente muito complexo, foi possível perceber o potencial da receita, mas acabou ficando bem menos legal do que eu tinha imaginado

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no final das contas, muitos amigos, muitas risadas, festa até madrugada no lugar mais legal do mundo

no sábado dia 04/05 faremos a segunda costelada, affe

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3ª hamburgada da Cervejoteca

O lugar mais legal do mundo continua sendo o lugar mais legal do mundo mesmo com chuva.

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Fizemos ontem 13/04 a terceira edição da nossa hamburgada. Nosso record de pessoas anterior era de 140 pessoas, dessa vez recebemos umas 120 pessoas a mais, mesmo sob chuva pesada.

Foi o primeiro evento público no endereço novo, espaço maior é igual mais bagunça, certo? No nosso caso sim.

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Cobertura feita, brasa pronta, dessa vez eu servi o hambúrguer de fraldinha, com molho feito com 3 cervejas, alho caramelado e gorgonzola e o porcoburguer, na sua versão 2.0, agora mega condimentado e acompanhado de molho de limão e ervas.

 

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Churrasqueira nova, a Dani e o Roger no apoio da produção e em pouco mais de 3 horas servimos 240 hamburgueres, superando todas as expectativas.

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Visita ilustre do Barril, ele trouxe o Amilcar para passear.

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Ainda ajudaram pacas para a realização do evento a Andrea, a Bruna, o Saul, o Raphael, o Nunes e a Juliana, não teríamos conseguido sem o apoio de vocês.

Sentimento de dever cumprido e inicio da programação para o próximo evento de festa.

Ainda não curte a página da Cervejoteca, só clicar aqui e curtir.

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Os bastidores do concurso

Preciso mais uma vez começar agradecendo, os nossos amigos cervejeiros que acreditaram no nosso projeto e enviaram as suas criações e aos nossos amigos profissionais da cerveja que fizeram parte do júri e me ajudaram na organização, valeu galera.

E parabenizando os campões.

A ideia do I Concurso de cerveja caseira da Cervejoteca surgiu como uma chance de incentivar um estilo bem pouco produzido por cervejeiros caseiros, faremos outras edições com a mesma proposta, se tudo der certo uma edição por semestre.

Para o primeiro concurso o estilo escolhido foi o Strong Scotch ale foram 41 inscrições e 37 amostras enviadas, cervejeiros de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

As 37 amostras foram julgadas em 4 mesas divididas assim:

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Mesa 1
Tatiana Spogis, Victor Marinho e Caio Oliveira

 

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Mesa 2
Phillip Zanelo, Caco Neves e Leandro Viu

 

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Mesa 3
Mario Maduro, Guilherme Balbin e Leo Russo

 

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Mesa 4
André Cancegliero, Luiz Caropreso e Rene Aduan Jr.

No apoio estavam presentes Eduardo Nunes, Greco de Lucca e Mauro Eduardo Righetti Junior

O resultado final foi:

1° Lugar Douglas Giacomini com Forth River
2° Lugar Ronaldo Dutra Ferreira com Bruxa Strong Scotch Ale
3° Lugar André Thales de Carvalho Simões
Menções honrosas:
Cazé Napier com Dizzy Walker e Luciano Martins da Silva da Cervejaria Noturna; que foram cervejas que chegaram até a mesa final, com muita qualidade, mas não atingiram os três primeiros lugares do concurso.

Sempre soube que jamais poderia agradar a todos e não será dessa vez que conseguirei isso, mas finalizo o concurso com o sentimento de dever cumprido e os sorrisos no rosto dos juízes mostram que esse sentimento não é só meu.

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Optei por não julgar e ficar somente na organização para evitar qualquer tipo de comentário tendencioso, com isso perdi a chance de degustar belas amostras, hehe.

Esses dias eu escrevo sobre a entrega dos prêmios.

Para o segundo semestre teremos mais uma edição com 22B. Other Smoked Beer e 18B. Belgian Dubbel, teremos novidades, além da opção da inscrição do juri técnico teremos um júri popular, composto por consumidores, não profissionais.

Preparem suas receitas.

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Introdução às cervejas especiais – Jaú

Excelente a iniciativa da Acerva paulista para popularizar as cervejas especiais. Dessa vez a palestra foi na regional de Jaú.

DSC_0505Falamos, cheiramos e degustamos cervejas de todas as escolas cervejeiras.

DSC_0520Clássicos para todos os gostos, Pilsner Urquell, Westmalle Triple, Brew Dog Punk e Harviestoun Old Engine Oil.

DSC_0524Estava tão quente que está dando sede só de lembrar.

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Aos amigos locais João, Ana e Dany o meu muito obrigado pela acolhida e pela companhia nessa tarde tão gostosa.

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I CONCURSO DE CERVEJA ARTESANAL DA CERVEJOTECA

REGULAMENTO

Conteúdo

1.    SOBRE QUEM PODE PARTICIPAR.

2.    SOBRE OS TIPOS DE GARRAFAS ACEITAS.

3.    SOBRE A QUANTIDADE DE GARRAFAS NECESSÁRIAS.

4.    SOBRE A RECEPÇÃO E CONTROLE DAS AMOSTRAS.

5.    SOBRE ENDEREÇO PARA ENVIO.

6.    SOBRE A TAXA DE INSCRIÇÃO.

7.    SOBRE OS PRAZOS.

8.    SOBRE COMO SE INSCREVER.

9.    SOBRE AS CATEGORIAS E LIMITAÇÕES PARA A INSCRIÇÃO.

10.      SOBRE O JÚRI.

11.      SOBRE O FUNCIONAMENTO DO JÚRI.

12.      SOBRE A AVALIAÇÃO.

13.      SOBRE OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO.

14.      SOBRE O RESULTADO.

15.      SOBRE A PREMIAÇÃO.

16.      SOBRE AS FICHAS DE AVALIAÇÃO.

17.      SOBRE AS RECEITAS DAS CERVEJAS.

18.      SOBRE DESQUALIFICAÇÕES.

19.      CASOS OMISSOS.

20.      DICAS PARA ENVIO.

21.      ENDEREÇOS ELETRÔNICOS IMPORTANTES.

22.      DISPOSIÇÕES GERAIS.

23.      SOBRE USO DE MARCAS E LOGOTIPOS.

ANEXO A

 

1.      SOBRE QUEM PODE PARTICIPAR

1.1              Todos os cervejeiros caseiros (incluindo grupos cervejeiros) residentes em território nacional estão convidados a participar do I Concurso de Cerveja Artesanal da Cervejoteca.

 

2.      SOBRE OS TIPOS DE GARRAFAS ACEITAS

2.1              Os participantes devem enviar suas cervejas apenas em garrafas do tipo long neck, que devem ser, obrigatoriamente, na cor âmbar e com capacidade de 330 ml. Não serão aceitas garrafas de cervejas que não sejam nesse padrão, mesmo que apresentem a mesma capacidade, como no caso das cervejas belgas; nem garrafas em formatos específicos como as da Orval ou as da Westmalle.

2.2              Todas as garrafas devem estar limpas, sem cola, tinta, inscrições (de cervejarias) gravadas ou outros rótulos que não sejam os rótulos requisitados por esta competição.

2.3              Garrafas estilo swing-top (i.e. Grolsch) não serão permitidas.

2.4              Serão aceitas quaisquer tampas metálicas, com inscrição (por exemplo, cerveja artesanal) ou sem, de qualquer cor, desde que não identifique o cervejeiro inscrito.

2.5              Garrafas que não respeitem os requisitos listados serão automaticamente desqualificadas.

2.6              As garrafas devem ser enviadas etiquetadas (prender a etiqueta em cada garrafa com elástico) com o modelo de etiqueta padrão “BJCP”[1].

 

3.      SOBRE A QUANTIDADE DE GARRAFAS NECESSÁRIAS

Os participantes devem enviar um mínimo de três (3) e não mais do que quatro (4) garrafas para cada cerveja inscrita na competição.

 

4.      SOBRE A RECEPÇÃO E CONTROLE DAS AMOSTRAS

4.1              A Organização nomeará uma Equipe Técnica que irá receber as cervejas previamente inscritas e verificará as inscrições de acordo com os documentos referidos.

4.2              A equipe técnica verificará a classificação das amostras.

4.3              A equipe técnica deverá armazenar as amostras em condições de temperatura e de ambiente que garantam uma boa conservação das cervejas apresentadas ao Concurso.

4.4              Após o controle efetuado, baseando-se nos documentos de inscrição, a equipe técnica verificará a exatidão das inscrições em cada cerveja.

 

5.      SOBRE ENDEREÇO PARA ENVIO (confirmar e endereço antes do envio)

 Cervejoteca

I Concurso de Cerveja Artesanal da Cervejoteca – Wee heavy

Rua Sena Madureira, 749, Vila Clementino

São Paulo – SP

CEP: 04021-051

 

6.      SOBRE A TAXA DE INSCRIÇÃO

6.1              O valor da inscrição é de R$20,00 (vinte reais).

 

7.      SOBRE OS PRAZOS

7.1              As inscrições serão abertas no dia 01 de fevereiro de 2013 e serão encerradas, impreterivelmente, no dia 31 de março de 2013.

7.2              A data para a entrega das cervejas é entre 20 e 31 de março de 2013, sendo que a inscrição e o pagamento devem ser feitos anteriormente ao envio das amostras. Os comprovantes de depósito devem ser encaminhados para falecom@ronaldorossi.com.br.

Não serão aceitas cervejas inscritas ou recebidas após essa data.

7.3              A organização não se responsabilizará por garrafas extraviadas e/ou danificadas no processo de envio, antes de sua chegada ao destino.

 

8.      SOBRE COMO SE INSCREVER E REALIZAR O PAGAMENTO

8.1              O processo de inscrição deve ser efetuado pelo e-mail falecom@ronaldorossi.com.br com os seguintes dados:

a.      Nome do cervejeiro ou do grupo de cervejeiros (no caso do grupo, deve enviar também o nome de todos os integrantes do grupo) devendo declarar um responsável pelo grupo
b.      Nome da cerveja, caso haja
c.      Endereço completo (por exemplo, Rua ou avenida, número, apartamento, cidade e CEP)
d.      Telefone para contato
e.      e-mail
f.      comprovante de pagamento da inscrição

8.2              Um único cervejeiro poderá realizar a sua inscrição de forma individual e também em um grupo, mas não poderá realizar mais do que essas duas inscrições, e nem poderá realizar sua inscrição mais de uma vez de forma individual ou em grupo.

8.3              Todos cervejeiros inscritos deverão ser maiores de 18 anos.

8.4              O pagamento deverá ser realizado através do depósito em conta corrente em nome da Cervejoteca:

Cervejoteca Comércio de Cervejas Ltda ME
Banco Itaú
Agência: 0167           Conta Corrente: 78959-3
CNPJ: 13.683.179/0001-70

 

9.      SOBRE AS CATEGORIAS E LIMITAÇÕES PARA A INSCRIÇÃO

9.1              A inscrição neste Concurso pressupõe o conhecimento e aceitação plena das regras aqui contidas pelo candidato.

9.2              Para manter a qualidade do julgamento das cervejas inscritas, o número de inscrições poderá ser limitado em 30 (trinta) cervejas em sua totalidade. Caso o número de inscrições atinja esse número antes da data-limite para as inscrições, um aviso será devidamente publicado no site da Cervejoteca e as inscrições poderão ser encerradas. Neste caso, à medida que existam desqualificações, novas inscrições poderão ser abertas a critério da comissão organizadora e com a devida publicidade no site.

9.3              A competição seguirá baseada nos critérios de avaliação do Beer Judge Certification Program (BJCP), sendo que o estilo deverá estar em linha com a descrição abaixo:

 

  1. Strong Scotch Ale – BJCP 9E[2] (anexo A),

 

10.  SOBRE O JÚRI

10.1          Os membros do Júri serão selecionados em função da sua capacidade reconhecida no mundo da cerveja e avaliarão todas as cervejas em prova cega.

10.2          Os júris são constituídos, majoritariamente, por jurados BJCP, mestres cervejeiros, sommelieres e profissionais da área com notório saber.

10.3          As notas de cada Presidente de mesa são contabilizadas na avaliação da amostra, com um peso igual às restantes notas atribuídas pelos outros membros de sua mesa.

10.4          Nenhum jurado poderá ter cervejas participando da competição.

 

11.  SOBRE O FUNCIONAMENTO DO JÚRI

11.1          Antes da prova, as fichas de anotação serão distribuídas e deverão referir o número do Jurado e a sua assinatura. Os Jurados verificam ou completam, se necessário, as indicações da respectiva ficha.

11.2          Os copos nos quais são apresentadas as amostras serão do tipo internacional normalizado e deverão ser cuidadosamente lavados, enxaguados e secos após cada utilização. As sessões serão organizadas por grupo que não excedam 15 (quinze) amostras cada, havendo sempre uma pausa entre elas.

Cada cerveja é provada individualmente e não comparativamente.

11.3          Após a análise sensorial da amostra, cada jurado marca, em cada linha da ficha, a descrição correspondente à apreciação da característica em causa.

 

12.   SOBRE A AVALIAÇÃO

12.1          A avaliação respeitará os critérios técnicos do BJCP, que deverá constituir-se na única fonte de referência a ser utilizada.

12.2          A avaliação seguirá a estrutura de competição do BJCP.

12.3          A avaliação de todas as cervejas considerará apenas a codificação das garrafas em conjunto com as informações de estilo prestadas pelo cervejeiro, sem qualquer identificação do competidor pelos jurados (degustação às cegas).

 

13.   SOBRE OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

13.1          Cada jurado deverá avaliar as cervejas que lhe couberem, atribuindo os seguintes critérios de pontuação, em números inteiros:
a)     De 01 (um) ponto a 03 (três) pontos para aparência;
b)     De 01 (um) ponto a 12 (doze) pontos para aroma;
c)     De 01 (um) ponto a 20 (vinte) pontos para sabor;
d)     De 01 (um) ponto a 05 (cinco) pontos para sensação na boca, “mouthfeel” e;
e)     De 01 (um) ponto a 10 (dez) pontos para impressão geral, totalizando o valor máximo de 50 pontos possíveis.

13.2          A avaliação de cada jurado será calculada por meio do somatório dos pontos de cada quesito. A nota final de cada cerveja será a média aritmética das avaliações dos jurados.

13.3          Na Ficha de Avaliação de cada cerveja, além do espaço destinado à atribuição de pontuação, haverá um espaço destinado para comentários. O registro de comentários do avaliador é facultativo.

13.4          A identificação do avaliador na ficha de avaliação é obrigatória.

13.5          Quaisquer decisões tomadas pelos organizadores da competição são finais não cabendo qualquer espécie de recurso.

13.6          Os participantes receberão pelo correio as fichas do juri, no endereço informado no momento da inscrição, em um prazo de até 10 dias úteis após o dia do julgamento.

 

14.  SOBRE O RESULTADO

14.1          Serão premiadas as 3 (três) primeiras cervejas na categoria em ordem decrescente de nota final.

14.2          Para critério de desempate será adotado a forma de descarte sucessivo, até que se efetive cada caso de desempate, das menores pontuações de cada critério, obedecendo a seguinte ordem: Aparência, Sensação na Boca (mouthfeel), Impressão Geral, Aroma e Sabor.

14.3          O Corpo de Jurados é livre e soberano em sua avaliação, não cabendo contestação de qualquer natureza subjetiva por parte dos concorrentes.

14.4          O resultado será anunciado durante Festa ou Evento cervejeiro organizado ou com participação da Cervejoteca, ainda sem data ou local definidos.

 

15.  SOBRE A PREMIAÇÃO

15.1         Os vencedores receberão da Comissão Organizadora troféus e certificados a título de premiação.

15.2         Uma brassagem grande da cerveja campeã será financiada pela Cervejoteca.

15.3         O prêmio será entregue em festa organizada pela Cervejoteca onde será servida a cerveja campeã, a previsão da festa é para início de maio, ou para quando a cerveja campeã já tiver sido produzida.

15.4         Os três primeiros colocados receberão um par de ingressos cada, para a festa.

15.5         Eventualmente, outros prêmios poderão ser oferecidos a critério de patrocinadores ou parceiros, de forma voluntária.

15.6         Prêmios fornecidos por patrocinadores poderão surgir no decorrer do evento. Contudo, não deve haver expectativa em relação a estes pelos participantes no momento da inscrição, pois este não é o objetivo principal definido pelos organizadores da competição. Caso existam, as regras para a sua concessão serão de conhecimento público por meio da divulgação no site da Cervejoteca ou no Blog do Rossi.

15.7         Será de responsabilidade dos vencedores retirarem os seus prêmios, ou custearem o envio pelo correio ou transportadora caso sejam de fora de São Paulo.

 

16.  SOBRE AS FICHAS DE AVALIAÇÃO

16.1     As fichas de avaliação serão enviadas por meio de endereço eletrônico para os participantes após o fechamento do evento, que se dará no prazo de até trinta (30) dias após a competição. As fichas de avaliação são do BJCP e estarão escritas em português.

 

17.  SOBRE AS RECEITAS DAS CERVEJAS

17.1     Não é necessário enviar a receita da cerveja inscrita na competição.

 

18.  SOBRE DESQUALIFICAÇÕES

18.1     Inscrições que não estiverem de acordo com as regras listadas neste regulamento serão desqualificadas.

 

19.  CASOS OMISSOS

19.1     A comissão organizadora reserva a si o direito de deliberar sobre os casos omissos neste regulamento, tendo poder decisório terminativo.

 

20.  DICAS PARA ENVIO

20.1          Empacote suas cervejas cuidadosamente em uma caixa, preferencialmente rígida. Forre o interior da caixa com plástico. Qualquer tipo de plástico pode ser utilizado, no entanto, o plástico-bolha é o ideal. Separe suas garrafas dentro da caixa com material apropriado, de forma a evitar que elas colidam umas com as outras dentro da caixa fechada. Abrigue as garrafas da luz e procure um serviço de envio que privilegie a rapidez e o cuidado no manuseio. Não se esqueça de identificar o conteúdo como frágil.

20.2          A equipe de organização do evento entrará em contato com o participante caso a embalagem contenha garrafas com avarias e/ou com perda de líquido, para que se possa organizar um reenvio se não existirem ainda duas (2) unidades consideradas em bom estado de conservação.

 

21.  ENDEREÇOS ELETRÔNICOS IMPORTANTES

21.1          Página oficial da Cervejoteca: www.cervejoteca.com.br

21.2          Página oficial BJCP: http://www.bjcp.org/index.php

21.3          Facebook página Cervejoteca – loja de cervejas especiais e Twitter @cervejoteca

 

22.  DISPOSIÇÕES GERAIS

22.1     As decisões da COMISSÃO JULGADORA são definitivas e irrecorríveis, cabendo aos participantes acatarem, uma vez que têm pleno conhecimento deste regulamento e deram concordância no ato da inscrição. São Paulo, 22 de janeiro de 2013.

 

23.  SOBRE USO DE MARCAS E LOGOTIPOS

23.1     É vedado, a qualquer tempo, o uso do nome, marca e logotipo da Cervejoteca, bem como deste Concurso, para promoção, publicidade ou qualquer atividade comercial, sem que haja o expresso consentimento da referida Associação através de sua Diretoria.

 

ANEXO A.

 

9E. Strong Scotch Ale

Scotch Ale Forte

Aroma: Profundamente maltoso, com caramelo frequentemente aparente. Aromas secundários, como turfa, terroso e/ou fumaça também podem estar presentes, adicionando complexidade. A caramelização é frequentemente confundida com diacetil, o qual deve ser de baixo a ausente. Ésteres de baixo a moderado e álcool estão frequentemente presentes nas versões mais fortes. Lúpulo de muito baixo a ausente.

Aparência: Cor de cobre claro a castanho escuro, frequentemente com reflexos rubi profundos. Límpida.  Normalmente possui um colarinho bege e volumoso, o qual pode não ser persistente nas versões mais fortes.  “Lágrimas” de álcool podem ser evidentes nas versões mais fortes.

Sabor: Ricamente maltoso, com caramelização por fervura frequentemente aparente (particularmente nas versões mais fortes). Notas de malte torrado ou de fumaça podem estar presentes, bem como algum caráter de nozes – todos os quais podem perdurar até o final. Sabor e amargor de lúpulo de baixo a médio baixo, portanto o sabor do malte deve dominar. Diacetil de baixo a ausente, embora a caramelização possa algumas vezes ser confundida com diacetil. Ésteres e álcool normalmente estão presentes em níveis de baixos a moderados. Os ésteres podem sugerir ameixas, passas ou frutas secas. Normalmente cheio e doce no palato, mas o final pode ser doce a médio-seco (devido ao uso de pequenas quantidades de cevada torrada).

Sensação na Boca: Corpo de médio-cheio a cheio, com algumas versões (mas não todas) apresentando uma viscosidade espessa e pesada. Um calor alcoólico macio normalmente está presente e é bem-vindo, já que este equilibra o dulçor do malte. Carbonatação moderada.

Impressão Geral: Rica, maltosa e frequentemente doce, o que pode ser sugestivo de uma sobremesa. Os sabores secundários complexos do malte evitam uma impressão unidimensional. A intensidade e a maltosidade podem variar.

História/Comentários: Também conhecida como “wee heavy”. Fermentada em temperaturas  inferiores à maioria das ales e com nível de lupulagem mais baixo, resultando em sabores de malte

limpos e intensos. Apropriada para sua região de origem, com malte abundante e baixas temperaturas de fermentação e envelhecimento. O lúpulo, por não ser nativo da Escócia e caro de se importar, era limitado ao mínimo.

Ingredientes: Malte-base pale bem modificado, com até 3% de cevada torrada. Pode ser utilizado um pouco de malte cristal para ajustar a cor; contudo, o dulçor normalmente não vem desse malte, mas da baixa lupulagem, altas temperaturas de mosturação e caramelização do mosto durante a fervura. Uma pequena proporção de malte defumado pode adicionar profundidade, embora o caráter de turfa (algumas vezes percebido como terroso ou de fumaça) também possa ser oriundo da levedura e da água local. Embora a presença de lúpulo seja mínima, o emprego de variedades inglesas é mais autêntico. Água razoavelmente mole é típica.

Estatísticas: OG: 1,070 – 1,130

IBUs: 17 – 35 FG: 1,018 – 1,056

SRM: 14 – 25 ABV: 6,5 – 10%

Exemplos Comerciais: Traquair House Ale, Belhaven Wee Heavy, McEwan’s Scotch Ale, Founders Dirty Bastard, MacAndrew’s Scotch Ale, AleSmith Wee Heavy, Orkney Skull Splitter, Inveralmond Black Friar, Broughton Old Jock, Gordon Highland Scotch Ale, Dragonmead Under the Kilt

 


[1] O padrão de etiqueta “BJCP” pode ser encontrado em: http://www.bjcp.org/intl/Bottle-PT.pdf ou http://www.bjcp.org/docs/BJCP_BottleID.pdf
[2] As definições de estilos do BJCP podem ser originalmente encontradas, em português, no endereço: http://www.bjcp.org/intl/2008styles-PT.pdf ou em inglês em http://www.bjcp.org/Guidelines.pdf

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